segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Alcôva nupcial



 
Alcova Nupcial
J.G. de Araújo Jorge
Tímida, pálida, nervosa e bela
tão linda assim semi-despida
deixa no seio em flor a cândida donzela
morrer o suspiro de uma doce querida

A luz fosca da lâmpada amarela
se espreguiça, se alonga em torno dela
e a noiva suspirando os olhos fecha

Chega o noivo, há momento indeciso
há corações tremendo de ãnsia louca e desejos
Há beijos, há carinhos e sorrisos

A luz se apaga e a alcôva encerra
dois corpos, duas almas, duas bocas
e uma virgem a menos sobre a terra.
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De todas as paixões que agitam a sociedade, a mais funestra e sanguinária é a ambição do poder.
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Este é o primeiro poema da fase de 1965, iniciada em 04 de janeiro deste ano.
Morava então na Rua Caminho do Mateus, bairro de Inhaúma

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