quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Soneto


Paisagem em uma tarde espetacular, caminho entre Madureira e Cascadura, no céu vi a figura de Jesus Cristo


Soneto
Alvares de Azevedo
Quinze anos de uma alma transparente
O cabelo castanho a face pura
Uns olhos onde pinta-se a candura
De um coração que dorme inda inocente

Um seio que estremece de repente
Do mimoso vestido da brancura
A linda mão na mágica cintura
E uma voz que inebria docemente.

Um sorrir tão angélico, tão santo
E nos olhos castanhos cheios de vida
Lânguido véu de involuntário pranto

É esse o talismã, é essa a Jacira
O condão de meus últimos encantos
A visão de minha alma distraída.

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Jacira,
que Deus ilumine teus caminhos e que teus mínimos desejos sejam satisfeitos em vida.
Do sempre teu
Celio de Almeida
26abr1964
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Em 1964 conheci este homem que foi meu namorado, meu amigo, meu marido, meu amante, minha vida.
A imprudência dos seres humanos fizeram com que ele se fosse dos convívio da família.
Nos amamos no primeiro momento no qual nossos olhos se encontraram e nos adoramos até que a vida lhe foi tirada.
Seu enterro estava coberto de pompa, de solenidades.
Enterrado como herói da Pátria.
Até hoje sigo sozinha amargurando a falta que ele me faz.
Morando na mesma casa, parece que esperando pelo barulho das chaves no portão e sua chegada ao lar, que hoje é somente uma casa com paredes frias, sem o encanto de nossos abraços, sem a quentura de nossos corpos, sem a música de nossos murmúrios.
Saudade que corrói a mente e queima o corpo como vulcão em erupção.
Saudade e desespero quando procuro teu calor e não te sinto a meu lado.
Fui teu talismã e você foi minha jóia preciosa
SolCira
2011


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